Sinto saudade do pé de jambo em frente à minha antiga casa. De repente, do nada, me pego pensando nesta trivialidade. A casa em que passei minha infância era simples, de alvenaria, mas sem rebocos. O chão, de barro batido, tornava-se um mar de lama quando chovia e a água da rua irrompia pela casa, sem pedir licença. No teto viam-se as telhas de barro, sem o forro de gesso que comumente se vê nas casas de hoje.
Memórias de uma pobre infância
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Natal no hospital
Quantas histórias não poderiam ser contadas pelas paredes dos hospitais? Tristes relatos, lamentos em penumbras, choros contidos, a esperança da alta, de poder voltar para casa…
Quantos momentos, muitos desoladores, foram registrados nos leitos hospitalares? Nem todo álcool ou flanela de limpeza serão capazes de limpar as lágrimas derramadas, os instantes de dor e agonia, o pesar de quem padece.
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Mercado de memórias
Desde sua criação até hoje, o Mercado Público de Florianópolis reúne histórias dos cidadãos que o acolhem.
Por Samira Moratti
Por baixo dos paralelepípedos, paredes ou assoalhos, telhado ou pintura do Mercado Municipal de Florianópolis se escondem diversas histórias. Seu passado não está impresso somente na estrutura física. Também estampa no rosto dos comerciantes que lá trabalham, conversam, passam a vida. A importância desse portal de entrada da região central de Florianópolis transcende a história ou cultura locais. Sem ele, diversas pessoas não teriam o que comer, beber ou se divertir em uma longínqua Floripa do século XIX para o XX.
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Vivendo offline
Pessoas desesperadas, aleatórias, sem rumo… Desconsoladas com a vida, sem ter o que fazer, trabalhar, divertir, enfim. Uma ausência incontrolável dentro das mentes, vagas com o rompimento de um mundo. O mundo virtual.
Parece bobagem, mas para muitos não ter acesso à internet, por qualquer motivo aparente – bug, falta de provedores, acesso à banda larga – é como ser um peixe fora d’água.
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Maratona de filmes: Audrey Hepburn, parte II
História e cultura em São Luís: a Atenas Brasileira
Um lugar que respira história, sabores exóticos, ritmos envolventes e vasta cultura popular. Assim poderiam ser descritos, resumidamente, os encantos que a capital do Maranhão, São Luís, tem a oferecer. Conhecida pelos índios Tupinambás – primeiros habitantes do local – como Upaon-Açu, ou Ilha Grande, é considerada a Atenas Brasileira, a cidade dos Azulejos, a Ilha do Reggae e do Amor. Enfim, são inúmeros os adjetivos que descrevem os encantos proporcionados aos nativos e visitantes deste lugar. Por tudo que oferece, São Luís recebeu da UNESCO, há onze anos, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Viagens no dentista
Ir ao dentista é um suplicio. Pobres dos profissionais, estigmatizados que são pelo apavorante som da broca. Não há como se sentir a vontade. Começa o suor, o corpo fica inquieto, a boca praticamente imóvel, tamanho o medo de a tal da broca furar, ao invés do dente, o canto da bochecha, língua e por ai vai. Em sua sina voraz de encontrar qualquer cárie e mandá-la catar coquinhos, a temível ferramenta dos dentistas vai abrindo espaço no esmalte do dente, em seu interior até alcançar o limite de tudo: os canais e, consequentemente, osso da mandíbula. É claro que a dor é iminente, fazendo a agulha da anestesia cantar em nossas gengivas. Um modo eficaz de evitar que a broca faça com que os mais másculos dos homens se tornem mocinhas.
Publicado em My Histories | Tags:broca, dentista, viagens
Maratona de filmes: Audrey Hepburn
O morro, as favelas e os estereótipos
Estava conversando com uma amiga sobre estereótipos. E um dos mais significativos então criados é o que rotula o morador de morro como “favelado”. Se tem casa humilde em morro, é favela. Mas se são mansões, ai a coisa muda.
O fato merece atenção ao passo que, quando bairros de classe abastada são instalados nas zonas geográficas mais altas das cidades (ressalta-se a figura do “morro”), geralmente os quesitos básicos de infraestrutura são atendidos. Ruas são calçadas, coleta de lixo é feita regularmente, garis limpam a área sazonalmente. Enfim, pode-se viver de forma, digamos, agradável.
Publicado em My Histories | Tags:estereótipo, favela, morro, preconceito
E tudo mudou – Luis Fernando Veríssimo
Para ler ou assistir: mensagem descontraida e mais que realista de Luis Fernando Veríssimo.
Texto retirado do site Pensador.Info:
E tudo mudou…
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou glossO rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
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