Publicado por: Samira Moratti | 09/02/2010

Causos de cemitério: O coveiro que queria suborno

Contarei um fato interessante e verídico que testemunhei na época em que fui locutora de rádio. Lembrando que irei preservar a fonte, apenas mudando o nome dos personagens envolvidos na trama.

Tal qual uma novela, deparei-me com um acontecimento inusitado: um defunto, que tinha hora para ser enterrado, e um coveiro, que havia pedido um certo suborno. Nunca vi ou li nada igual em minha vida. Saber de um caso de um defunto com hora para ser enterrado ou um coveiro que queria ter a “mão molhada” são novos para mim. Creio que assim o é também para muitas pessoas.

Vamos à história.

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Publicado por: Samira Moratti | 03/02/2010

Inocência infantil – Parte I

Criança que se preze tem como amigo alado a inocência. Desde perguntas a pensamentos e situações, a ingenuidade se faz companheira na vida dos infantes. E comigo não foi diferente. Recordo-me de variados momentos nos quais a candura de minha ignorância do saber falou mais alto e deixava minha imaginação agir.

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Publicado por: Samira Moratti | 31/01/2010

A morbidez humana

Silvia conversa com Paulo, seu esposo:

- Paulo, meu bem, estava na Igreja hoje, pela manhã, participando da missa, quando comecei a observar os vitrais que há lá…
- Hã, e ai? – Respondeu Paulo, que estava vendo Botafogo versus Figueirense, no maior nervosismo.
- Aí que, como o padroeiro da Paróquia é São Pedro, em boa parte dos vitrais há a presença do santo…
- Ta, e ai? – insistia Paulo, nervoso, prestes a falar mal da bandeirinha, que penalizava um jogador do time alvinegro.
- E aí que tem um vitral, em especial, que retrata a morte do santo: ele foi crucificado de cabeça pra baixo, ‘c’ acredita? – dizia Silvia, estarrecida.
- Ta, e aí?!

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Publicado por: Samira Moratti | 28/01/2010

Essas ruas

As grades que nos dão segurança são as mesmas que nos prendem.

O que se vê neste país? Folhas voando pelas ruas, que estão desertas. as pessoas já não mais andam: se arrastam, pelos becos escuros, casas sujas e prédios mal-acabados.

As grades se transformaram em um filtro protetor, mas nem tão eficaz quanto ao UV-AB dos óculos comercializados nas mais renomadas óticas. Pelo contrário: sua eficácia se iguala àquela propagada pelos filtros visuais vendidos em camelôs. As grades apenas são falsas proteções, esconderijos.

Rostos vão e vêm na multidão. Ora são reais: corpo, mente e almas; em outros momentos, puro espectro combalido pela quantidade de espancamentos; ou ainda, apenas um “corpo estendido no chão”, pelos tiros que entraram por suas peles, pêlos, músculos… tais corpos, agora sem vida, se encontram aos montes, em um beco ou rua, que se assemelham aos que foram ditos inicialmente.

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Publicado por: Samira Moratti | 26/01/2010

Miss Imperfeita – Martha Medeiros

Toda mulher é uma Miss Imperfeita

O texto abaixo, de autoria da jornalista Martha Medeiros, foi publicado na Revista do jornal O Globo. Uma reflexão muito boa para todas as mulheres. E para os homens, inclusive. Para tentarem compreender determinadas atitudes femininas.

Dica da amiga, e também jornalista, Marina Finger.

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No mundo de hoje, o importante é o agora. Preferencialmente acompanhado de fama. A busca pelos quinze minutos, ou muito mais, de reconhecimento e popularidade é freqüente e atinge diversas camadas da sociedade. Todos almejam se tornar celebridades instantâneas. Como se fosse fácil…

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Publicado por: Samira Moratti | 21/01/2010

Medos na infância – Parte II (Lendas urbanas)

Medos são frequentes na vida de qualquer criança

Quem nunca teve medo? Ou não possui aquela fobia ou trauma que, hora ou outra, vem atormentar a mente? Mas com criança, a coisa muda. Os medos são potencializados, praticamente insuperáveis. Pelo menos, até atingir a maioridade.

Recordo-me de um dos medos mais recorrentes entre as rodas de meninas, na fase dos seis a dez anos. Possuíamos muitas bonecas, ou, na maioria dos casos, àquelas adquiridas por meio de presentes ganhos dos parentes compadecidos. Brincar de boneca era maravilhoso. A imaginação, é claro, contribuía significativamente para deixar a brincadeira ainda mais divertida. Nossas vidas eram transpostas na pele das pequenas meninas feitas de plástico. Era comum perder a hora com as amigas e brincar até o chamado enlouquecido de uma mãe que avisa o jantar.

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Publicado por: Samira Moratti | 19/01/2010

Informação & Sociedade: Barrigas by Twitter

O presente artigo foi publicado hoje (19) no site do Observatório da Imprensa, que agora mudou de endereço: www.observatoriodaimprensa.com.br

Boa leitura e não deixe de comentar!

Informação & Sociedade: Barrigas by Twitter

Por Samira Moratti

Pautados pelas agências de notícias Agence France-Presse (AFP) e Efe, jornais do mundo inteiro repercutiram uma foto como sendo registrada na tragédia ocorrida no Haiti. A legenda, em inglês, informava que a fonte da fotografia partia do Twitter, no qual fora cadastrada como “supostamente” sendo o terremoto ocorrido em Porto Príncipe. De acordo com o site Portal Imprensa, o registro reproduzia, na verdade, um terremoto ocorrido na China, em maio de 2008.

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Publicado por: Samira Moratti | 18/01/2010

Animais de estimação: xodó das crianças

Animais: quem nunca teve um?

Sempre gostei de bichos. Tenho imenso afeto por cães, gatos, passarinhos, peixes, patos, galinhas e por ai vai. Mas quando se trata de aranhas ou outros animais peçonhentos, a coisa muda. Como muitos seres humanos por ai, tenho asco a determinadas espécies. Hipocrisia seria dizer que estimo todos, sem distinção.

Quando criança, minha compaixão por eles era irracional. Totalmente emotiva, aliás. Se via um ou outro cachorro abandonado, uma lágrima rolava pelo rosto e a incógnita irrompia piedosa à mamãe: “Podemos levar pra casa?”, implorava copiosamente.

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Publicado por: Samira Moratti | 14/01/2010

Medos na infância – Parte I

Algo mais natural para adultos pode ser fonte de medo para crianças.

Se fôssemos catalogar todos os possíveis medos sentidos por crianças, a lista seria grande e numerosa. Eu mesma possui diversos medos, entre os quais alguns já descrevi. Mas há muitos deles, e valem à pena serem narrados.

Lembro quanto tinha meus cinco anos. À época o país passava por diversas mudanças. No campo da política, Collor era rechaçado pela imprensa e passava por processo de impeachment. Entre os famosos, a atriz Daniella Perez havia acabado de ser brutalmente assassinada. Por este motivo, a música tema de sua personagem e seu par romântico na trama escrita por sua mãe, De corpo e alma, tocava incessantemente nas rádios. Como LP’s e K-7’s  estavam longe de nossa pobre realidade, só nos restava ouvir as FM’s.

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