Publicado por: Samira Moratti | 29/12/2009

Memórias de uma pobre infância

Sinto saudade do pé de jambo em frente à minha antiga casa. De repente, do nada, me pego pensando nesta trivialidade. A casa em que passei minha infância era simples, de alvenaria, mas sem rebocos. O chão, de barro batido, tornava-se um mar de lama quando chovia e a água da rua irrompia pela casa, sem pedir licença. No teto viam-se as telhas de barro, sem o forro de gesso que comumente se vê nas casas de hoje.

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Publicado por: Samira Moratti | 26/12/2009

Natal no hospital

Quantas histórias não poderiam ser contadas pelas paredes dos hospitais? Tristes relatos, lamentos em penumbras, choros contidos, a esperança da alta, de poder voltar para casa…

Quantos momentos, muitos desoladores, foram registrados nos leitos hospitalares? Nem todo álcool ou flanela de limpeza serão capazes de limpar as lágrimas derramadas, os instantes de dor e agonia, o pesar de quem padece.

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Publicado por: Samira Moratti | 17/12/2009

Mercado de memórias

Desde sua criação até hoje, o Mercado Público de Florianópolis reúne histórias dos cidadãos que o acolhem.

Por Samira Moratti

Visão dos fundos do Mercado, onde faz divisão com o Largo da Alfândega. Centro de Florianópolis/SC

Por baixo dos paralelepípedos, paredes ou assoalhos, telhado ou pintura do Mercado Municipal de Florianópolis se escondem diversas histórias. Seu passado não está impresso somente na estrutura física. Também estampa no rosto dos comerciantes que lá trabalham, conversam, passam a vida. A importância desse portal de entrada da região central de Florianópolis transcende a história ou cultura locais. Sem ele, diversas pessoas não teriam o que comer, beber ou se divertir em uma longínqua Floripa do século XIX para o XX.

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Publicado por: Samira Moratti | 16/12/2009

Vivendo offline

Pessoas desesperadas, aleatórias, sem rumo… Desconsoladas com a vida, sem ter o que fazer, trabalhar, divertir, enfim. Uma ausência incontrolável dentro das mentes, vagas com o rompimento de um mundo. O mundo virtual.

Parece bobagem, mas para muitos não ter acesso à internet, por qualquer motivo aparente – bug, falta de provedores, acesso à banda larga – é como ser um peixe fora d’água.

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Publicado por: Samira Moratti | 15/12/2009

Maratona de filmes: Audrey Hepburn, parte II

Audrey Couture Muse Collection - 80 Anos

Fui presenteada com um box especial da Audrey Hepburn: sete filmes, incluindo um DVD com entrevistas, documentários e outros vídeos sobre algumas das obras estreladas por um dos ícones da moda de Hollywood. Na coleção Audrey Couture Muse Collection – 80 Anos, os amantes dessa estrela podem ter acesso aos seguintes filmes: Bonequinha de luxo (Breakfast at Tiffany´s – 1961), A princesa e o plebeu (Roman Holiday – 1953), Sabrina (1954), Cinderela em Paris (Funny Face – 1957), Guerra e paz (War and Peace – 1956), Quando Paris Alucina (Paris When It Sizzles – 1964), Minha bela dama (My Fair Lady – 1964), mais o DVD com extras.

Já tinha contado sobre alguns filmes da musa. Agora, darei minha opinião e contarei breve sinopse de outros quatro filmes (um que não está no box, mas que também possuo: Como roubar um milhão de dólares – How to Steal a Million, de 1966).

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Publicado por: Samira Moratti | 10/12/2009

História e cultura em São Luís: a Atenas Brasileira

Um lugar que respira história, sabores exóticos, ritmos envolventes e vasta cultura popular. Assim poderiam ser descritos, resumidamente, os encantos que a capital do Maranhão, São Luís, tem a oferecer. Conhecida pelos índios Tupinambás – primeiros habitantes do local – como Upaon-Açu, ou Ilha Grande, é considerada a Atenas Brasileira, a cidade dos Azulejos, a Ilha do Reggae e do Amor. Enfim, são inúmeros os adjetivos que descrevem os encantos proporcionados aos nativos e visitantes deste lugar. Por tudo que oferece, São Luís recebeu da UNESCO, há onze anos, o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

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Publicado por: Samira Moratti | 04/12/2009

Viagens no dentista

Ir ao dentista é um suplicio. Pobres dos profissionais, estigmatizados que são pelo apavorante som da broca. Não há como se sentir a vontade. Começa o suor, o corpo fica inquieto, a boca praticamente imóvel, tamanho o medo de a tal da broca furar, ao invés do dente, o canto da bochecha, língua e por ai vai. Em sua sina voraz de encontrar qualquer cárie e mandá-la catar coquinhos, a temível ferramenta dos dentistas vai abrindo espaço no esmalte do dente, em seu interior até alcançar o limite de tudo: os canais e, consequentemente, osso da mandíbula. É claro que a dor é iminente, fazendo a agulha da anestesia cantar em nossas gengivas. Um modo eficaz de evitar que a broca faça com que os mais másculos dos homens se tornem mocinhas.

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Publicado por: Samira Moratti | 02/12/2009

Maratona de filmes: Audrey Hepburn

Há dois dias resolvi encarar uma mini maratona de filmes com uma das eternas musas do cinema,  Audrey Hepburn. Cinéfila que sou, fiz recentemente três aquisições nas quais a atriz estampa sua graciosidade e compartilho aqui minhas impressões com vocês.

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Publicado por: Samira Moratti | 30/11/2009

O morro, as favelas e os estereótipos

Estava conversando com uma amiga sobre estereótipos. E um dos mais significativos então criados é o que rotula o morador de morro como “favelado”. Se tem casa humilde em morro, é favela. Mas se são mansões, ai a coisa muda.

O fato merece atenção ao passo que, quando bairros de classe abastada são instalados nas zonas geográficas mais altas das cidades (ressalta-se a figura do “morro”), geralmente os quesitos básicos de infraestrutura são atendidos. Ruas são calçadas, coleta de lixo é feita regularmente, garis limpam a área sazonalmente. Enfim, pode-se viver de forma, digamos, agradável.

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Publicado por: Samira Moratti | 27/11/2009

E tudo mudou – Luis Fernando Veríssimo

Para ler ou assistir: mensagem descontraida e mais que realista de Luis Fernando Veríssimo.

Texto retirado do site Pensador.Info:

E tudo mudou…

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

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